terça-feira, 30 de junho de 2009

Casa de fazenda

Monte de lenha,
punhos e pavios,
fogueiras em chamas, que estoura no ar,
como uma explosão em cores.

Lugar onde a luz demorou a chegar,
contudo a lua não deixava de dar a sua luz,
iluminando todo o terreiro.

O céu era um convite, para que eu pudesse
olhar acima de minha cabeça,
A grandeza da criação.

Estrelas formando um grande círculo,
todas enfileiradas como um grande exército.
Aquele lugar é especial, abençoado.

Eu me sentia como se estivesse diante do
trono de Deus.
Noites de minha infância.

Como me esquecer se dali foi onde tudo
começou.

Nasce o dia;
O desabrochar das flores e da vida,
se dar como um grande espetáculo.

O canto dos pássaros orquestram a beleza
do amanhecer.

Ali da varanda, sentada num banco de madeira,
sentia o vento que soprava do poente, vento
propício, favorável.

Sem piscar os olhos, ouvia o gado mugindo,
saido do curral, em busca de seu espaço
nas campinas de meu Deus.

As horas passavam e eu descansava o corpo
à sombra de uma jaqueira, meditando
diante do silêncio daquela noite.

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