O barco flutua sobre a água barrenta e tranquíla da represa,
construída pela humanidade.
Um grande portão de ferro,
se abre ante nossos olhos admirados, por vê a correnteza
levando para o litoral todo lixo acumulado.
O peixe ficou escasso, e o que se consegue pescar,
já vem ao alho e óleo pronto para assar.
É melhor voltar pra casa, acender o fogo, orar e assar um bolo
não se sabe onde isso vai parar, se o mar não poder produzir
o peixe sadio.
Tudo o que foi feito é para ser regado, com inteligência,
mas o óleo continua derramando no coração do mar que
agoniza constantemente.
O gelo está descongelando, lagoas se secando e rios deixando de correr
e o mar? o mar, vai sair do seu lugar, a qualquer momento
se o homem não deixar de representar e socorrer a natureza
represando o lixo no seu devido lugar, no lixo.
domingo, 27 de junho de 2010
Visão da varanda
Ouvindo o cicio do vento, reclinei sobre a rede esbranquiçada
de minha pequena varanda.
Com os olhos entreabertos contemplei, dois cavaleiros cavalgando
cedindo.
O mais forte tinha sobre os seus ombros largos, uma ovelha faminta,
o homem em busca do alimento para saciar a fome de quem berra.
Terra seca se secou sem sementes, o sol escaldante do sertão só deixou
os cactos e os espinheiros.
A ovelha cansada, desce pendurada pelos pés, a procura do nutriente,
boca aberta só encontra cascalho, a correnteza que por ali passou,
só deixou as pedras empoeiradas pelo tempo.
O jeito é retroceder mais nunca desistir, o homem confiante, deposita
novamente o cordeiro sobre os seus ombros, e só param junto de uma porteira
envelhecida, estupefatos por contemplar um campo verdejante.
A rede continua balançando, até que ouço um chamado. Senhora ô senhora!
Na direção da cancela caminho lentamente,
chegando, não encontro ninguém, a não ser o vento fazendo sua curva levando
as folhas secas que restaram.
Miragem, visão ou sonho? A esperança não pode morrer.
Quando Deus segura a chuva vem a seca, mais revela como saber viver.
Se para uma árvore cortada, basta um pouco de água para que seu broto
brote.
Eu porém continuarei esperando por melhores tempos...
de minha pequena varanda.
Com os olhos entreabertos contemplei, dois cavaleiros cavalgando
cedindo.
O mais forte tinha sobre os seus ombros largos, uma ovelha faminta,
o homem em busca do alimento para saciar a fome de quem berra.
Terra seca se secou sem sementes, o sol escaldante do sertão só deixou
os cactos e os espinheiros.
A ovelha cansada, desce pendurada pelos pés, a procura do nutriente,
boca aberta só encontra cascalho, a correnteza que por ali passou,
só deixou as pedras empoeiradas pelo tempo.
O jeito é retroceder mais nunca desistir, o homem confiante, deposita
novamente o cordeiro sobre os seus ombros, e só param junto de uma porteira
envelhecida, estupefatos por contemplar um campo verdejante.
A rede continua balançando, até que ouço um chamado. Senhora ô senhora!
Na direção da cancela caminho lentamente,
chegando, não encontro ninguém, a não ser o vento fazendo sua curva levando
as folhas secas que restaram.
Miragem, visão ou sonho? A esperança não pode morrer.
Quando Deus segura a chuva vem a seca, mais revela como saber viver.
Se para uma árvore cortada, basta um pouco de água para que seu broto
brote.
Eu porém continuarei esperando por melhores tempos...
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