segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Congratulações

No dia 21 de novembro, nascia um menino
prematuro, frágil, mas diferenciado.

Robério, como foi chamado, foi conduzido para o lugar
do aconchego, dentro dos seios anelantes.

O menino quebradiço se tornava resistente,
comendo de mão papa feita de farinha ao dente.

Beuzinho, como era chamado,
crescia robusto e engraçado na sua
maneira de ser,
mas, com seu olhar inquieto,
não parava, exibindo suas agilidades
como filho do vento.

Nas noites de invernos gélidos
já sabia o que fazer.
Iluminava os olhos da razão,
com aquele Grande Livro Da Criação.

Tocando a Lua e compondo
no ritmo das cordas,
escrevia sua auto-biografia.

Dons recebeu e de presente ganhou,
Manoelita, Talitha e Tabatha

Parabéns querido,
este é um dia muito especial,
porque você nasceu e está entre nós,
para realizar a obra do Nosso Criador.

Você é filho, um grande marido e
pai de uma grande família.
Esta homenagem dedicamosa ti,
de sua esposa e filhas
QUE TE AMAM!

domingo, 15 de novembro de 2009

AMOR

Nos jardins regados, gotejam Begônias - vermelhas, metálicas e cerosas,
com harmonia embelezam o espaço já habitado.

O amor surge na alvenaria, íngreme mas aquecida
na beira-mar,
com os olhos ainda embaçados, o homem é despertado
do sono profundo com um barulho.

Uma fusão de sons e batimentos se mesclam
na espontaneidade, ali eclode, dentre todos, o dom
mais excelente.

Na terra e no céu anilado, amor-perfeito
surge no coração de gente simples, mas que
sabe amar.

Cuja base sólida não se abala, se firma,
refletindo o espelho da alma cheia de ânimo,
por encontrar, de forma singular, a face perfumada
que vai lhe auxiliar na estrada extensa e populosa.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Fronteira

Eu estive lá, na fila da exigência, tentando ultrapassar
a região montanhosa e cheia de espinhos.
com documentos na mão, fotografia e taxa em dia.

Em pé debaixo da sombra de uma árvore, sentia o cheiro da fumaça
dos veículos que ali passavam apressados.

Com óculos escuros, protegia e aliviava a tensão dos olhos
que lacrimejavam com o calor escaldante.
Cansada, esperando o momento de ser chamada,
acompanhada por quem muito sonhou por este momento.

Depois de um lapso no tempo, pronunciaram nosso nome na recepção,
pedindo para aguardarmos debaixo de uma cobertura seca e segura.
Ao nosso lado tinha uma multidão tensa, indo conosco para outra sala
de espera, onde tinha uma tela plana pregada na parede branca,
dali saía um número, que nos conduzia para um outro cômodo estreito,
deixando nossa impressão no local.

Pouco segundos faltavam para acabar com a agonia que consumia os
corações quebrantados.
Em fim, fomos chamados, diante de um homem com olhos azuis claros,
que não carimbou os papeis da garantia,
por estar no exercício da soberania, concluiu que não era o momento de entrarmos
no seu país.

Me esbarrei no limite imaginário do território internacional,
que falou mais alto que o pico da montanha
entendemos que maior é Deus, Ele fez o tempo, para nos proporcionar
o momento de avançar, dentro de um projeto que vai superar
toda linha de demarcação.

Tomando sorvete, deixamos Recife voando nas asas do vento,
de volta para o melhor lugar onde poderíamos estar,
passamos pelo mau tempo, mas vimos as nuvens se permitindo
tocar pelo caminho.
Sobrevivemos, para começar tudo de novo se preciso for.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Matuto Matreiro

Pés rachados, descalços, maltratados pelo Sol quente do sertão
conhece a seca de perto, assim como o bom tempo
quando está para chegar.

Ao olhar para as nuvens escuras quando se juntam em um só lugar,
se prepara para plantar a melhor semente, de milho e de feijão
fradinho que guardou dentro de uma quarta de farinha.

Com cheiro de fumaça, chapéu de palha e roupa desbotada
toma seu café preto e sai para a roça na hora exata.

Levando a inchada nas costas da experiência de quem sabe
o que fazer com o grão,
na outra mão, uma cabaça com água fresquinha tirada da fonte,
caminha em direção do lugar discernido.

Lábios ressecados, cantarola entre formigas e cobras,
afofando o coração da terra semeia, no espaço quadrado
da alegria e da razão.

Vendo seu broto crescer, espera na varanda da paciência
os primeiros frutos da colheita que vão para a mesa do grande centro,
"Sou matuto, sim sinhô! Com muito prazer,
na arte de conhecer e saber viver."

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Bicho-da-seda

Ovos de borboleta, semeados, são levados pelo vento
ao campo fértil e à cidade, onde os trilhos são de ferro
para trazer ao mundo um bicho minúsculo,
um presente da criação.

As lagartas, que nascem dos ovos de ouro, não se perdem,
mas sobem nas copas escassas, num impulso natural,
e em lugares inusitados, sobrevivem
ante as intempéries.

Na construção pela vida baba,
e guarda um fio, fino e brilhante, ante os olhos de quem vê.
Três a cinco dias são o suficiente para coser, alinhavar,
arrematar e finalizar, no tempo e na estação.

Transformada, sai do casulo, esplêndida
no seu modo de ser, com sua roupagem leve e macia
respirando o ar puro ou empoeirado do lugar de seu desejo,
expondo sua geração, quase extinta.

As amoreiras brancas e negras lhe esperam
todas as manhãs nos campos verdejante,
longe da poluição, com o alimento que vai lhe garantir
na pouca duração, força e disposição.

Espécie única, descoberta pela criatividade da costura,
sorri ante as verdades impenetráveis à razão.
Silenciosa, muda de forma, cor e fase.

Ovos e larvas, lagarta e bicho-da-seda,
viram borboletas no universo visível em tamanho e beleza,
devastado pelo homem racional.

sábado, 31 de outubro de 2009

Quatro elementos

Ambiente perfeito, parte de um todo,
a chama do fogo produz luz e calor
no solo empoeirado da terra sólida.

O ar se mistura aos gases formando
a atmosfera azulada no horizonte infinito
ali onde os pássaros fazem seus vôos rasantes.

As águas doce, salgada e salobra se misturam se separam
evaporando e correndo ao encontro da nuvens
condensando suas partículas cristalinas.

Devolvendo com força gelada ou liquida em forma de gotas
inodora e incolor, saciando a sede dos seres viventes
que esperam pela chuva para renascer e florescer.

Fogo, terra, água e ar
ardor e energia no
solo do mundo temporal,
dois átomos, potável e límpida
se transporta no espaço vazio
do ar de sua graça.

Pouco favorecido

Mora na cidade, bem verdade, empenha-se na busca
por um tico de terra em terrenos úmidos.

Nina a criança com fome até adormecer,
as horas passam, ajusta o relógio no pulso
para a extensa caminhada do espaço e da dignidade.

Com cuidado e atenção,
constrói um barracão no despenhadeiro furtacor
a habitação tosca-amarronzada abriga os desabrigados
na exaltação dos animos.

Ferrolhos e portas bem ajustados,
janelas abertas reluzindo o espaço conquistado,
solo suado no terreno do trabalhador,
alegra a família estruturada.

Poucos recursos nos morros da conquista,
sai, na quietude do dia, com a marmita em mãos,
na busca do sustento diário, sorriso inevitável
para quem nunca desiste de passar para o outro lado.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Cicatrizes

Com apenas cinco anos marcada por
uma infância frustrada

Lançada ao chão, pisada ilicitamente,
sua alegria foi roubada onde passou a
encontrar na fuga a forma mais fácil de viver

No silêncio que a esmagava, sofria calada
sem poder compartilhar e resolver o problema que tanto
preocupava sua mente em formação.

Brincadeira de crianças deixada para trás,
bonecas de pano molhadas pela chuva, já não se via mais
vida solitária, sorriso sem nenhuma graça

Um passado de dor, amargor e aflição se instalou
no coração pequenino.
que só desejava morrer para não ver seu reflexo
refletido no espelho

A adolescência passou e a juventude aguardava
na esperança o desejo de realizar e construir
um lar feliz longe das sombras

Mas naquele mesmo bairro, onde o lobo se vestiu de cordeiro
para atacar os indefesos,
Deus enviou um mensageiro
defendendo o direito e restituindo o que foi despojado.

A menina cresceu, e superou as dificuldades
que o mundo lhe apresentou, perdoando a quem tanto
lhe frustrou, seguiu em frente abraçando
o bem que sua nova vida alcançou

Ficando apenas na lembrança da alma
as cicatrizes.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Bartimeu

Cego de nascença a beira do caminho sentado
debaixo de um cajueiro, clama na escuridão

Capa roxa desponta ao longe, sobre
os ombros cansado

Com as mãos estendidas, empoeiradas pelo tempo,
espera, por alguém que lhe traga um pouco de alento

Mas ele ouve acerca de um homem, chamado
Jesus de Nazaré, que podia cura-lo.

Sem vacilar, ele eleva a sua voz aguda
E profunda em aflição dizendo:
- Jesus eu quero te ver, vem me socorrer.

A todos que o ouvia se incomodava pedindo
para não aborrecer o Messias
com aquela extravagância

Jesus movido de compaixão, ouviu o clamor
sem acepção.
lhe devolvendo o sentido visual
tocando na sua retina retida no escuro

Todos viram o milagre e o que jesus podia fazer,
agora o cego podia testemunhar
seguindo o Mestre.

domingo, 4 de outubro de 2009

Poemas que nascem ao pé do fogão

Mãos calejadas com a labuta que a vida impõe,
sujas de sabão, lavam os artefatos de porcelana.

Pensamentos e idéias surgem criando versos
juntos à panela de pressão que apita pedindo atenção.

Com um coração de poeta que deseja e acredita,
frijo os ovos na caçarola da emoção.

A água respinga na roupa, envelhecida com o trabalho pesado
dividindo a pia com o papel e a poesia.

O cansaço não impede a inspiração, mas aperfeiçoa
na determinação de quem deseja vencer.

O importante é assumir o que somos,
o dom é concedido por Deus, gratuitamente.

Sentada em uma escrivaninha ou de pé na
cozinha com o umbigo recostado no fogão,
preparo a refeição com esmero
na familiaridade.

sábado, 3 de outubro de 2009

Primavera

Estação onde as flores atraem os pássaros
Com suas cores vivas variadas

O sol reluz suas pétalas molhadas pelo inverno
Que se passou.

Temporada se renova com excelência
na translação do globo esférico

Trepadeira buganvília expõe sua florada enquanto o
Bico-de-papagaio canta e encanta a floresta
Encantada dos sonhos infantis

Copo-de-leite matinal fortalece o beija-flor com o seu néctar
Favorito.
Boca-de-leão nutre com sua porção

Borboletas saem do cazulo bailando no campo coberto
de flores-de-lis e de aroma agradável

A próxima produção é garantida com o vento e os seres que
esvoaça o pólen das plantas floríferas

Boa-noite planta ornamental cumprimenta a
Floresta que fabrica a doçura recolhida
pelas abelhas com suavidade

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Tipo de impressão

Fonemas e letras escrito em pergaminho
de couro curtido.

Á-bê-cê da população, invento que produz
maiúsculas e minúsculas se
embaralham e entre vogais e consoantes se encaixam

Na fôrma e extensão das linhas alongadas do escrivão
flutua na imaginação do mestre.

No quadro negro da parede verde desliza na
ponta de um giz, levado pelo indicador da educação
criando belos estudos literários.

Entre assentos e olhares que sorrir, papeis e caneta na mão
os verbos variam no modo e no tempo da conjunção do espaço
O fenômeno abundante se dar na pontuação e terminação

A ciência cultural encontra, o encontro consonantal que
decola na força da década simples e composta de
substantivos, adjetivos, interjeição e admiração!

Ditongo exprime a-ten-ção
Hiato co-o-pe-ra na comunicação, enquanto tritongo
a-pa-zi-guou a interrogação.

Os versos decifra sentidos variados
na sabedoria da palavra escrita, lida e vivida.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

casa do tesouro

Casa do Tesouro

Chuva serôdia derramada sobre a
semente de honra lançada no terreno fértil
limpo de névoa
que no tempo apropriado produz seu broto

Pão sobre as águas lança
Lei do retorno se dar
trazendo mantimento
Na mesa de quem plantou seu grão

Vida de quem crer
Deposita a décima parte da colheita,
como oferta no altar

Ao cheiro suave das águas que sobe e desce abrindo
Janelas e portas
Onde tudo se renova
Se derrama se transborda.
Nos corpos da natureza

Com os dedos das mãos Deus escrevia
os mandamentos nas tabuas
Do coração do ser criado por Ele

No alto do monte, no lugar da intimidade
sossegado e tranqüilo sobre a rocha
Para que seu povo herdasse os bens de sua herança na
Terra prometida e comprometida
Em produzir os melhores frutos.

Bênçãos sem medida recalcada,
mel que escorre da penha

Casa Do Tesouro


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Pão assado na praia

Mão na massa, trabalho forçado,
embarcação pronta para retornar ao mar
de Tiberíades.

Os filhos da tempestade remando na popa acionada pelo vento,
navegavam para lugares consagrado a oração.

Na madrugada fria, e barco à deriva da sorte
eles lançam as redes à esquerda, em busca do pão
nosso que demora a chegar.

O silêncio, nas águas azuis-celeste do mar, revelava
a ausência que o Rabino fazia.

Saudosos e desanimados, eles esperam o peixe
como único meio para conservarem a sua força.

Cansados e sem pão desistem da comissão.
o silêncio é quebrado com um som conhecido, vindo da praia
com cheiro de pão assado no carvão incandescente.

Jesus estava ali na areia prateada indicando
onde encontrar o peixe recheado de amor Ágape.

Rede cheia, com festa no tabernáculo marcam o encontro
tão esperado.

Pão da vida que se partiu, sentiu o amor no olhar de Pedro, e entregou
o encargo, de percorrer o oceano e o espaço,
pregando que Cristo perdoa pecados.

Pão assado servido, serviu com peixe adocicado.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Ungido

A Estrela da Manhã brilhava no céu da noite
de Belém da Judéia.
O Arquiteto e Artesão gerado, criava no tabuleiro
da estrebaria sua obra mais esplêndida.

Se lançar no espaço vazio e escuro da Terra para
conquistar em amor uma espécie extinta.

Devolvendo para o Pai todo o artefato primoroso,
as chaves e portas sem trincas e sem trincos perfeito;

Com apenas doze anos discursava entre
os doutores acerca do seu projeto vital.

As horas passam, o dia se aproxima e o
Menino Nazareno, estava preparado para executar, montar
e reparar os templos em ruínas de Jerusalém.

Sua fama percorria pelas cidades vales e vilas
dando vida a tudo que tocava,
ensinando o caminho da humildade, do perdão, e da comunhão
atraindo para Si, plebeus e ricos, sem distinção.

Cumpriu toda a Lei no madeiro de lei esculpido com pregos e espinhos,
expirando e doando a Sua vida, renasce em cada momento,
Soberano e Exímio.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Ivone e psique

Sua voz emite seu caráter, que é levada pelo
Circuito da corrente de ar quente.

Atenta pinta todos os dias sua tela terapêutica
se permitindo analisar, capta pelos sentidos
o estado intenso e conflitante
de quem silencia no meio dos escombros.

Mestra no ofício, investiga e explora os caminhos do intelecto,
descobrindo através do FEEDBACK o fluido vital
da infância e da adolescência.

Trazendo o homem de volta através do IN-SIGHT às suas raízes digitais
empoeiradas pelo tempo.

Ivone colore sua árvore genealógica, em tom sobre tom
Irrigando em amor, renovando e devolvendo aos seus ramos a alegria
de ser e de viver.

Versada na arte da tela que pinta;
Chagas de Cristo clama por justiça, verdade e vida.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Robério e Manoelita

Vidas opostas que se atraem, entre a terra e o céu.
Mundos distantes, mas dirigidos pelo Espírito do Amor,
que na viração do dia demarcava nos nossos corações
toda trajetória do encontro.

Deus nos convergia para nos tornar uma só carne no
prazo estabelecido por Ele.

Dentro de noventa dias, e na hora
marcada, chegara
de lugares distantes, um guerreiro revestido de armaduras
e de raça negra, aprovado pelo fogo.

Ele será o convidado de honra,
que anunciara as bodas do casamento.

Mas só depois de cento e oitenta dias,
um beijo despertara o amor, selando a profecia.

Orações, olhares e sorrisos confirmava a cada dia
o galardão recebido.

Jesus de Nazaré dizia: "Tenho pressa, é com Robério que
Vai se casar e nada vai lhes faltar."

O guerreiro aguerrido cantou: Manoelita pequena flor,
você é doce para mim, recebi das mãos do Senhor te
amarei sempre até o fim.
Meu amor.

Caminhando sempre juntos ao lado do Senhor,
encontramos A Verdadeira Felicidade.

Um Só Deus, uma só vida e uma só voz.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Feira IV, bairro Feirense

Habitat de desejos incansáveis;
Conjunto de residências, em cores vibrantes,
verde, azul e amarelo.

Ruas largas e ruelas, encontram meninos robustos
brincando de gude na calçada,
extraindo sua seiva do seio da terra.

Carros que passam tocando buzina filarmônica
na oitava musical, desperta os talentos incontidos.

Uma família se destaca,
Em meio à multidão, eleita por adoção
para cumprir uma missão, propagar o evangelho
da Paz nas ruas do sertão.

Carlindo o sacerdote e levita, sai na dianteira
louvando, expressando a graça divina ,ao lado
de sua esposa Elizabeth, missionária e intercessora,
mulher vencedora;

Que de mãos dadas com seus filhos
Helder e Emanoel professam que
Deus é com todos,

na estrada que leva à origem da vida.
Princesa no centro e na criação

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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Inversão de Valores

A criatura contende com o Criador,
deixando de lado os seus princípios
e valores.

O barro dizendo ao divino, por que
me fizeste assim?

O homem abandona o governo de Deus para
seguir o ID do EGO, desejando ser rei
perturbado de si mesmo.

Vaso quebrado, morto em seus pecados,
se ilude com a breve temporalidade.

Explora todos os limites em torno do eixo
Imaginário, mas logo, se depara com a exigência da
alma que só pode ser preenchida por Deus.

Na Pessoa de Cristo, revela
suas leis e princípios,
regras e benefícios.

Ele muda a rota, e num passo de fé
o homem é transportado
para um reino distante do seu.

Um reino perfeito em obras,
criado para o humano,
a via-Láctea da graça,
do perdão e da remissão.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Tábatha segunda gestação

Planejamento, expansão.
O Autor da vida trazia em suas mãos,
dentro de uma bolsa presa em um cordão
o elo que faltava.
A família se completava,
Robério tocava seu instrumento de cordas,
a valsa do amor,
enquanto tábatha navegava nas águas do espírito
revelando sua personalidade marcante.
Talitha brincava com sua irmã
através do tato, sentindo seus impulsos;
Fruto que só dá no tempo de
maturação.
Cheiro de bebê no ar, sorrisos e abraços,
características bem defidas à
semelhança do Criador.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Talitha promessa de Deus

Gestação
vida que gera vida;
Óvulo e sêmem se fucundam
se encontram no
corpúsculo.
Primícias, sonho de Deus,
as células se apressam, interligando-se para
que tudo saia perfeito no
prazo determinado,
o batimento cardíaco acelerado,
os nervos se prolongando,
sobre os ossos.
Na plenitude do ser,
sangue, água e nutrientes
são indispensáveis.
Orações e entrega,
sentimento materno;
Como um sonho Talitha surge,
e face a face ela fixa o seu olhar no meu
identificando sua genitora,
seus pés cabiam na palma de minhas mãos,
sentindo sua pele aveludada,
descansava por vê-la tão linda,
seu choro me despertou para a responsabilidade,
o verdadeiro sentimento de maternidade se dava
naquele instante.
Em meus braço nutria e me alegrava.
Esmero de Deus.

domingo, 19 de julho de 2009

Mulher e fonte fundo do poço

Chaminé que fumega,
queimando a lenha que lhe restou.

Panela vazia,
cactos e palmas resistindo ao solo seco
que o tempo desgastou.

Tocaia entre idas e vindas, esperando a sua
vez de descer ao poço.

Alma vazia que aspira por um pouco de
água doce.

Ela desce o balde que desliza, amarrado por uma corda
presa à manivela da cisterna funda;

Na espera silênciosa, os ecos comunicam
a hora de puxar de volta o
objeto do desejo.

Era mais ou menos meio dia, quando
lhe veio ao encontro um profeta, que
se aproxima cuidadoso, para atenuar sua dor,
e lhe ofereçe, um rio de águas vivas
que nunca vai se secar,

Suas talhas se enchem e transbordam,
sua esperança é renovada,
e um novo horizonte se abre diante
de seu olhar tímido.

Encontro que se dá, marcado por Deus.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Dança Real




Abóbada celeste
Preparativos,
salão espaçoso, enfeitado com flores excelentes,
exalando seu perfume,
ornamentos de prata, bronze e ouro
provados no fogo se destacam;
Todo o espaço iluminado por lamparinas,
refletem a nobreza do lugar, nunca visto
por homens, mais previsto,
cortinas de linho fino bordadas
com pedras preciosas,
ônix, rubi e esmeralda...
Exército à posto reluzindo suas armaduras e lanças
esperando atônito o Fiel e Verdadeiro,
tudo pronto para Sua chegada,
O Noivo adentra, pairando sobre as águas cristalinas
do palácio,
movimenta-se com Sua marcha real de corpos celeste,
revestido de glória; Ele baila com Sua noiva numa sequência
de passos repentino e diversos , manuseia
Suas armas espirituais,
vence todo embaraço com o movimento
de ricolchete, corta laço, quebra lança da impiedade com
Sua espada de dois fios
dando reviravolta, expressa Seus sentimentos,
em Amor.
Fecundo em idéias, linguagem universal;
Jesus dar-Se a conhecer na pessoa do homem
e para o homem, fixando-Se sem parasitá-lo
o torna livre para amá-Lo.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Lembranças

Na alvorada do dia eu saia em busca
de um lugar ao sol.

Na beira do rio,
as brasas acesas, esperando o peixe assar.

Pais e filhos em volta da fogueira,
punhado de farinha, bolo de tapioca,
laços de família, cordão de três dobras.

Ninguém entrava no rio, sem
antes o meu pai não se arriscar,
protegendo sua prole, ele nadava
procurando um lugar seguro,
nas águas profundas do areal.

Lugar ideal,
onde aprendi a boiar em cima de
uma câmara de ar, amarrada
em uma corda.

Segura, descia
correnteza abaixo,
certa de que seria puxada de volta,
por ele.

Na diversão do dia,
minha pele clara, ardia queimada
do sol.

Logo procurava abrigar-me à sombra das
árvores que mim cobriam como um manto,
em suas raizes profunda.

Deitada na grama, dividindo o espaço
com as formigas e bois que pastavam bem perto,
contemplava a grandeza do céu azul
no seu resplendor.

Pacientemente, aguardava o sol diminuir
a sua força, para retornar ao divisor
da cerca de arame.

Enquanto, tirava as roupas estendida,
ouvia a voz de muitas águas mim chamando
pelo nome,
era o sinal para retornar
à casa do Pai.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Nó cego


Velho homem.
presa nas cordas da consciência,
dor, solidão e vazio
Vida iludida em meus pecados carmesim.
Treta,
Cheguei no fundo do abismo
com escamas nos olhos,
presa entre algas e corais -
Metamosfose,
A escuridão me cobria,
então pensei: fim de linha, cheguei.
Porém, a luz da palavra penetrou no
âmago da alma cansada de viver,
repartindo comigo o seu fôlego.
respirei, chegando a superfície existencial.
Encontrei o amor,
Renasci para vida,
Renasci para Deus.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Chegada da chuva


O barulho trás consigo
o cheiro da terra quente
anunciando a chegada da chuva.

Os pingos começam a cair em volta da velha casa
Com meu olhar atento,
esperando o momento de arremessar-me
na alegria de viver;

Pés descalços,
o corpo sentindo o frescor do vento
divertindo-se comigo num atrativo sem fim

E no momento exato
como num piscar de olhos
lá estava eu
dançando na chuva com minhas bonecas
de pano enxarcadas e
pesadas, sem querer descer a cachoeira
da imaginação.

Eu conduzia as bonecas na
embarcação, mais proxima para não deixa-las
deslizar rio abaixo.

Vida vivida a cada instante
com as bonecas a chuva e a criança em mim

terça-feira, 30 de junho de 2009

Carol


Menina, moça
Se destacou na arte da dança,
no compasso da música, com movimentos
rítmicos e corporais.
Dom natural
Dom de Deus,
emprega seus esforços, para que tudo
saia perfeito,
vestidos longos e amplos, compoeem os indumentos
que fazem parte da coreografia.
Empreendimento
capacidade de criar e dar vida através das letras,
que traduz nos corpos o verdadeiro louvor;
Edifício onde funciona um ministério
sua marca é a alegria de servir a Deus,
vendo nos rostos de quem assiste,
o impacto do evangelho.
Na leveza do tempo ela se tornou
amiga de muitos,
mãe , mulher.

Casa de fazenda

Monte de lenha,
punhos e pavios,
fogueiras em chamas, que estoura no ar,
como uma explosão em cores.

Lugar onde a luz demorou a chegar,
contudo a lua não deixava de dar a sua luz,
iluminando todo o terreiro.

O céu era um convite, para que eu pudesse
olhar acima de minha cabeça,
A grandeza da criação.

Estrelas formando um grande círculo,
todas enfileiradas como um grande exército.
Aquele lugar é especial, abençoado.

Eu me sentia como se estivesse diante do
trono de Deus.
Noites de minha infância.

Como me esquecer se dali foi onde tudo
começou.

Nasce o dia;
O desabrochar das flores e da vida,
se dar como um grande espetáculo.

O canto dos pássaros orquestram a beleza
do amanhecer.

Ali da varanda, sentada num banco de madeira,
sentia o vento que soprava do poente, vento
propício, favorável.

Sem piscar os olhos, ouvia o gado mugindo,
saido do curral, em busca de seu espaço
nas campinas de meu Deus.

As horas passavam e eu descansava o corpo
à sombra de uma jaqueira, meditando
diante do silêncio daquela noite.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Jerusalém


Lugar de beleza e mistério;
Onde o verbo se fez carne e
habitou entre nós na pessoa do
Cristo.
Lugar separado para a vinda do desejado:
Seu Messias e Profeta.
Terra abençoada,
onde o deserto vira oasis,
o mar se abre,
mas, o povo reage,
dúvidando da profecia.
O Cristo cruscificado, ao terceiro
dia, viu a palavra que não mentia,
ressucita-lo dos mortos.
Como Deus prevalecia;
Jerusalém desejada, continua marcada
para aquele grande dia.

Rosa


Flor que exala seu perfume
do topo da cumeeira;
Dentre as flores, é a rosa que me
cativa e me encanta.
Rosa sempre rosa, que desabrocha
nos telhados e nos jardins.
Sua cor é inconfundível
seu perfume incomparavél,
rosa que me levou para cima
de telhados distantes.
Caminhando e cantarolando,
colhendo-a entre os espinhos
para tê-la em meus braços
Como a rosa eu seguia os desafios
dos telhados e dos fios, sobre o olhar.
A rosa será sempre rosa, na memoria da menina;
Que crescia com a rosa a roseira
e os espinhos

Cidade Jardim


Salvador
Lugar jamais desejado,
trânsito agitado;
Movimento de todos os lados;
Mas a beleza se destacava,
diante do olhar de belas praias, logo ali.
Onde eu refletia e meditava;
Como tudo era encantador.
Deus estava verdadeiramente naquele lugar;
Minha alma descansava,
enquanto o verde florescia,
o sol brilhava,
e a vida se renovava
À medida que passavam os dias.
Deus me convencia que a sabedoria
deve ser conquistada.

clamor


Um grito, uma súplica surge no
silêncio profunda da alma.
Um coração que deseja por uma resposta.
Onde o pranto é a forma do desabafo,
e as lágrimas aquecem os olhos como
um vulção impetuoso.
Porém na quietude ouve-se uma voz
meiga e suave.
A paz se estabelece,
ressurgem das cinzas a esperança,
capaz de modificar o estado
de quem cala.

terça-feira, 26 de maio de 2009

manujesus

Nosso limite é o começo de Deus

sentelhadalma.blogspot.com

As begonias estão ali.Gostei muito do seu novo poema.
Um grande beijo de sua esposa e filhas que te amam.

manujesus

Olibahia cheguei, obrigado pela dica. Um grande abraço