Chaminé que fumega,
queimando a lenha que lhe restou.
Panela vazia,
cactos e palmas resistindo ao solo seco
que o tempo desgastou.
Tocaia entre idas e vindas, esperando a sua
vez de descer ao poço.
Alma vazia que aspira por um pouco de
água doce.
Ela desce o balde que desliza, amarrado por uma corda
presa à manivela da cisterna funda;
Na espera silênciosa, os ecos comunicam
a hora de puxar de volta o
objeto do desejo.
Era mais ou menos meio dia, quando
lhe veio ao encontro um profeta, que
se aproxima cuidadoso, para atenuar sua dor,
e lhe ofereçe, um rio de águas vivas
que nunca vai se secar,
Suas talhas se enchem e transbordam,
sua esperança é renovada,
e um novo horizonte se abre diante
de seu olhar tímido.
Encontro que se dá, marcado por Deus.
domingo, 19 de julho de 2009
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