No dia 21 de novembro, nascia um menino
prematuro, frágil, mas diferenciado.
Robério, como foi chamado, foi conduzido para o lugar
do aconchego, dentro dos seios anelantes.
O menino quebradiço se tornava resistente,
comendo de mão papa feita de farinha ao dente.
Beuzinho, como era chamado,
crescia robusto e engraçado na sua
maneira de ser,
mas, com seu olhar inquieto,
não parava, exibindo suas agilidades
como filho do vento.
Nas noites de invernos gélidos
já sabia o que fazer.
Iluminava os olhos da razão,
com aquele Grande Livro Da Criação.
Tocando a Lua e compondo
no ritmo das cordas,
escrevia sua auto-biografia.
Dons recebeu e de presente ganhou,
Manoelita, Talitha e Tabatha
Parabéns querido,
este é um dia muito especial,
porque você nasceu e está entre nós,
para realizar a obra do Nosso Criador.
Você é filho, um grande marido e
pai de uma grande família.
Esta homenagem dedicamosa ti,
de sua esposa e filhas
QUE TE AMAM!
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
AMOR
Nos jardins regados, gotejam Begônias - vermelhas, metálicas e cerosas,
com harmonia embelezam o espaço já habitado.
O amor surge na alvenaria, íngreme mas aquecida
na beira-mar,
com os olhos ainda embaçados, o homem é despertado
do sono profundo com um barulho.
Uma fusão de sons e batimentos se mesclam
na espontaneidade, ali eclode, dentre todos, o dom
mais excelente.
Na terra e no céu anilado, amor-perfeito
surge no coração de gente simples, mas que
sabe amar.
Cuja base sólida não se abala, se firma,
refletindo o espelho da alma cheia de ânimo,
por encontrar, de forma singular, a face perfumada
que vai lhe auxiliar na estrada extensa e populosa.
com harmonia embelezam o espaço já habitado.
O amor surge na alvenaria, íngreme mas aquecida
na beira-mar,
com os olhos ainda embaçados, o homem é despertado
do sono profundo com um barulho.
Uma fusão de sons e batimentos se mesclam
na espontaneidade, ali eclode, dentre todos, o dom
mais excelente.
Na terra e no céu anilado, amor-perfeito
surge no coração de gente simples, mas que
sabe amar.
Cuja base sólida não se abala, se firma,
refletindo o espelho da alma cheia de ânimo,
por encontrar, de forma singular, a face perfumada
que vai lhe auxiliar na estrada extensa e populosa.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Fronteira
Eu estive lá, na fila da exigência, tentando ultrapassar
a região montanhosa e cheia de espinhos.
com documentos na mão, fotografia e taxa em dia.
Em pé debaixo da sombra de uma árvore, sentia o cheiro da fumaça
dos veículos que ali passavam apressados.
Com óculos escuros, protegia e aliviava a tensão dos olhos
que lacrimejavam com o calor escaldante.
Cansada, esperando o momento de ser chamada,
acompanhada por quem muito sonhou por este momento.
Depois de um lapso no tempo, pronunciaram nosso nome na recepção,
pedindo para aguardarmos debaixo de uma cobertura seca e segura.
Ao nosso lado tinha uma multidão tensa, indo conosco para outra sala
de espera, onde tinha uma tela plana pregada na parede branca,
dali saía um número, que nos conduzia para um outro cômodo estreito,
deixando nossa impressão no local.
Pouco segundos faltavam para acabar com a agonia que consumia os
corações quebrantados.
Em fim, fomos chamados, diante de um homem com olhos azuis claros,
que não carimbou os papeis da garantia,
por estar no exercício da soberania, concluiu que não era o momento de entrarmos
no seu país.
Me esbarrei no limite imaginário do território internacional,
que falou mais alto que o pico da montanha
entendemos que maior é Deus, Ele fez o tempo, para nos proporcionar
o momento de avançar, dentro de um projeto que vai superar
toda linha de demarcação.
Tomando sorvete, deixamos Recife voando nas asas do vento,
de volta para o melhor lugar onde poderíamos estar,
passamos pelo mau tempo, mas vimos as nuvens se permitindo
tocar pelo caminho.
Sobrevivemos, para começar tudo de novo se preciso for.
a região montanhosa e cheia de espinhos.
com documentos na mão, fotografia e taxa em dia.
Em pé debaixo da sombra de uma árvore, sentia o cheiro da fumaça
dos veículos que ali passavam apressados.
Com óculos escuros, protegia e aliviava a tensão dos olhos
que lacrimejavam com o calor escaldante.
Cansada, esperando o momento de ser chamada,
acompanhada por quem muito sonhou por este momento.
Depois de um lapso no tempo, pronunciaram nosso nome na recepção,
pedindo para aguardarmos debaixo de uma cobertura seca e segura.
Ao nosso lado tinha uma multidão tensa, indo conosco para outra sala
de espera, onde tinha uma tela plana pregada na parede branca,
dali saía um número, que nos conduzia para um outro cômodo estreito,
deixando nossa impressão no local.
Pouco segundos faltavam para acabar com a agonia que consumia os
corações quebrantados.
Em fim, fomos chamados, diante de um homem com olhos azuis claros,
que não carimbou os papeis da garantia,
por estar no exercício da soberania, concluiu que não era o momento de entrarmos
no seu país.
Me esbarrei no limite imaginário do território internacional,
que falou mais alto que o pico da montanha
entendemos que maior é Deus, Ele fez o tempo, para nos proporcionar
o momento de avançar, dentro de um projeto que vai superar
toda linha de demarcação.
Tomando sorvete, deixamos Recife voando nas asas do vento,
de volta para o melhor lugar onde poderíamos estar,
passamos pelo mau tempo, mas vimos as nuvens se permitindo
tocar pelo caminho.
Sobrevivemos, para começar tudo de novo se preciso for.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Matuto Matreiro
Pés rachados, descalços, maltratados pelo Sol quente do sertão
conhece a seca de perto, assim como o bom tempo
quando está para chegar.
Ao olhar para as nuvens escuras quando se juntam em um só lugar,
se prepara para plantar a melhor semente, de milho e de feijão
fradinho que guardou dentro de uma quarta de farinha.
Com cheiro de fumaça, chapéu de palha e roupa desbotada
toma seu café preto e sai para a roça na hora exata.
Levando a inchada nas costas da experiência de quem sabe
o que fazer com o grão,
na outra mão, uma cabaça com água fresquinha tirada da fonte,
caminha em direção do lugar discernido.
Lábios ressecados, cantarola entre formigas e cobras,
afofando o coração da terra semeia, no espaço quadrado
da alegria e da razão.
Vendo seu broto crescer, espera na varanda da paciência
os primeiros frutos da colheita que vão para a mesa do grande centro,
"Sou matuto, sim sinhô! Com muito prazer,
na arte de conhecer e saber viver."
conhece a seca de perto, assim como o bom tempo
quando está para chegar.
Ao olhar para as nuvens escuras quando se juntam em um só lugar,
se prepara para plantar a melhor semente, de milho e de feijão
fradinho que guardou dentro de uma quarta de farinha.
Com cheiro de fumaça, chapéu de palha e roupa desbotada
toma seu café preto e sai para a roça na hora exata.
Levando a inchada nas costas da experiência de quem sabe
o que fazer com o grão,
na outra mão, uma cabaça com água fresquinha tirada da fonte,
caminha em direção do lugar discernido.
Lábios ressecados, cantarola entre formigas e cobras,
afofando o coração da terra semeia, no espaço quadrado
da alegria e da razão.
Vendo seu broto crescer, espera na varanda da paciência
os primeiros frutos da colheita que vão para a mesa do grande centro,
"Sou matuto, sim sinhô! Com muito prazer,
na arte de conhecer e saber viver."
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Bicho-da-seda
Ovos de borboleta, semeados, são levados pelo vento
ao campo fértil e à cidade, onde os trilhos são de ferro
para trazer ao mundo um bicho minúsculo,
um presente da criação.
As lagartas, que nascem dos ovos de ouro, não se perdem,
mas sobem nas copas escassas, num impulso natural,
e em lugares inusitados, sobrevivem
ante as intempéries.
Na construção pela vida baba,
e guarda um fio, fino e brilhante, ante os olhos de quem vê.
Três a cinco dias são o suficiente para coser, alinhavar,
arrematar e finalizar, no tempo e na estação.
Transformada, sai do casulo, esplêndida
no seu modo de ser, com sua roupagem leve e macia
respirando o ar puro ou empoeirado do lugar de seu desejo,
expondo sua geração, quase extinta.
As amoreiras brancas e negras lhe esperam
todas as manhãs nos campos verdejante,
longe da poluição, com o alimento que vai lhe garantir
na pouca duração, força e disposição.
Espécie única, descoberta pela criatividade da costura,
sorri ante as verdades impenetráveis à razão.
Silenciosa, muda de forma, cor e fase.
Ovos e larvas, lagarta e bicho-da-seda,
viram borboletas no universo visível em tamanho e beleza,
devastado pelo homem racional.
ao campo fértil e à cidade, onde os trilhos são de ferro
para trazer ao mundo um bicho minúsculo,
um presente da criação.
As lagartas, que nascem dos ovos de ouro, não se perdem,
mas sobem nas copas escassas, num impulso natural,
e em lugares inusitados, sobrevivem
ante as intempéries.
Na construção pela vida baba,
e guarda um fio, fino e brilhante, ante os olhos de quem vê.
Três a cinco dias são o suficiente para coser, alinhavar,
arrematar e finalizar, no tempo e na estação.
Transformada, sai do casulo, esplêndida
no seu modo de ser, com sua roupagem leve e macia
respirando o ar puro ou empoeirado do lugar de seu desejo,
expondo sua geração, quase extinta.
As amoreiras brancas e negras lhe esperam
todas as manhãs nos campos verdejante,
longe da poluição, com o alimento que vai lhe garantir
na pouca duração, força e disposição.
Espécie única, descoberta pela criatividade da costura,
sorri ante as verdades impenetráveis à razão.
Silenciosa, muda de forma, cor e fase.
Ovos e larvas, lagarta e bicho-da-seda,
viram borboletas no universo visível em tamanho e beleza,
devastado pelo homem racional.
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