Eu estive lá, na fila da exigência, tentando ultrapassar
a região montanhosa e cheia de espinhos.
com documentos na mão, fotografia e taxa em dia.
Em pé debaixo da sombra de uma árvore, sentia o cheiro da fumaça
dos veículos que ali passavam apressados.
Com óculos escuros, protegia e aliviava a tensão dos olhos
que lacrimejavam com o calor escaldante.
Cansada, esperando o momento de ser chamada,
acompanhada por quem muito sonhou por este momento.
Depois de um lapso no tempo, pronunciaram nosso nome na recepção,
pedindo para aguardarmos debaixo de uma cobertura seca e segura.
Ao nosso lado tinha uma multidão tensa, indo conosco para outra sala
de espera, onde tinha uma tela plana pregada na parede branca,
dali saía um número, que nos conduzia para um outro cômodo estreito,
deixando nossa impressão no local.
Pouco segundos faltavam para acabar com a agonia que consumia os
corações quebrantados.
Em fim, fomos chamados, diante de um homem com olhos azuis claros,
que não carimbou os papeis da garantia,
por estar no exercício da soberania, concluiu que não era o momento de entrarmos
no seu país.
Me esbarrei no limite imaginário do território internacional,
que falou mais alto que o pico da montanha
entendemos que maior é Deus, Ele fez o tempo, para nos proporcionar
o momento de avançar, dentro de um projeto que vai superar
toda linha de demarcação.
Tomando sorvete, deixamos Recife voando nas asas do vento,
de volta para o melhor lugar onde poderíamos estar,
passamos pelo mau tempo, mas vimos as nuvens se permitindo
tocar pelo caminho.
Sobrevivemos, para começar tudo de novo se preciso for.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
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