sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Pão assado na praia

Mão na massa, trabalho forçado,
embarcação pronta para retornar ao mar
de Tiberíades.

Os filhos da tempestade remando na popa acionada pelo vento,
navegavam para lugares consagrado a oração.

Na madrugada fria, e barco à deriva da sorte
eles lançam as redes à esquerda, em busca do pão
nosso que demora a chegar.

O silêncio, nas águas azuis-celeste do mar, revelava
a ausência que o Rabino fazia.

Saudosos e desanimados, eles esperam o peixe
como único meio para conservarem a sua força.

Cansados e sem pão desistem da comissão.
o silêncio é quebrado com um som conhecido, vindo da praia
com cheiro de pão assado no carvão incandescente.

Jesus estava ali na areia prateada indicando
onde encontrar o peixe recheado de amor Ágape.

Rede cheia, com festa no tabernáculo marcam o encontro
tão esperado.

Pão da vida que se partiu, sentiu o amor no olhar de Pedro, e entregou
o encargo, de percorrer o oceano e o espaço,
pregando que Cristo perdoa pecados.

Pão assado servido, serviu com peixe adocicado.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Ungido

A Estrela da Manhã brilhava no céu da noite
de Belém da Judéia.
O Arquiteto e Artesão gerado, criava no tabuleiro
da estrebaria sua obra mais esplêndida.

Se lançar no espaço vazio e escuro da Terra para
conquistar em amor uma espécie extinta.

Devolvendo para o Pai todo o artefato primoroso,
as chaves e portas sem trincas e sem trincos perfeito;

Com apenas doze anos discursava entre
os doutores acerca do seu projeto vital.

As horas passam, o dia se aproxima e o
Menino Nazareno, estava preparado para executar, montar
e reparar os templos em ruínas de Jerusalém.

Sua fama percorria pelas cidades vales e vilas
dando vida a tudo que tocava,
ensinando o caminho da humildade, do perdão, e da comunhão
atraindo para Si, plebeus e ricos, sem distinção.

Cumpriu toda a Lei no madeiro de lei esculpido com pregos e espinhos,
expirando e doando a Sua vida, renasce em cada momento,
Soberano e Exímio.