sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Pão assado na praia

Mão na massa, trabalho forçado,
embarcação pronta para retornar ao mar
de Tiberíades.

Os filhos da tempestade remando na popa acionada pelo vento,
navegavam para lugares consagrado a oração.

Na madrugada fria, e barco à deriva da sorte
eles lançam as redes à esquerda, em busca do pão
nosso que demora a chegar.

O silêncio, nas águas azuis-celeste do mar, revelava
a ausência que o Rabino fazia.

Saudosos e desanimados, eles esperam o peixe
como único meio para conservarem a sua força.

Cansados e sem pão desistem da comissão.
o silêncio é quebrado com um som conhecido, vindo da praia
com cheiro de pão assado no carvão incandescente.

Jesus estava ali na areia prateada indicando
onde encontrar o peixe recheado de amor Ágape.

Rede cheia, com festa no tabernáculo marcam o encontro
tão esperado.

Pão da vida que se partiu, sentiu o amor no olhar de Pedro, e entregou
o encargo, de percorrer o oceano e o espaço,
pregando que Cristo perdoa pecados.

Pão assado servido, serviu com peixe adocicado.

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