Mãos calejadas com a labuta que a vida impõe,
sujas de sabão, lavam os artefatos de porcelana.
Pensamentos e idéias surgem criando versos
juntos à panela de pressão que apita pedindo atenção.
Com um coração de poeta que deseja e acredita,
frijo os ovos na caçarola da emoção.
A água respinga na roupa, envelhecida com o trabalho pesado
dividindo a pia com o papel e a poesia.
O cansaço não impede a inspiração, mas aperfeiçoa
na determinação de quem deseja vencer.
O importante é assumir o que somos,
o dom é concedido por Deus, gratuitamente.
Sentada em uma escrivaninha ou de pé na
cozinha com o umbigo recostado no fogão,
preparo a refeição com esmero
na familiaridade.
domingo, 4 de outubro de 2009
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