sábado, 31 de outubro de 2009

Pouco favorecido

Mora na cidade, bem verdade, empenha-se na busca
por um tico de terra em terrenos úmidos.

Nina a criança com fome até adormecer,
as horas passam, ajusta o relógio no pulso
para a extensa caminhada do espaço e da dignidade.

Com cuidado e atenção,
constrói um barracão no despenhadeiro furtacor
a habitação tosca-amarronzada abriga os desabrigados
na exaltação dos animos.

Ferrolhos e portas bem ajustados,
janelas abertas reluzindo o espaço conquistado,
solo suado no terreno do trabalhador,
alegra a família estruturada.

Poucos recursos nos morros da conquista,
sai, na quietude do dia, com a marmita em mãos,
na busca do sustento diário, sorriso inevitável
para quem nunca desiste de passar para o outro lado.

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