segunda-feira, 13 de julho de 2009

Lembranças

Na alvorada do dia eu saia em busca
de um lugar ao sol.

Na beira do rio,
as brasas acesas, esperando o peixe assar.

Pais e filhos em volta da fogueira,
punhado de farinha, bolo de tapioca,
laços de família, cordão de três dobras.

Ninguém entrava no rio, sem
antes o meu pai não se arriscar,
protegendo sua prole, ele nadava
procurando um lugar seguro,
nas águas profundas do areal.

Lugar ideal,
onde aprendi a boiar em cima de
uma câmara de ar, amarrada
em uma corda.

Segura, descia
correnteza abaixo,
certa de que seria puxada de volta,
por ele.

Na diversão do dia,
minha pele clara, ardia queimada
do sol.

Logo procurava abrigar-me à sombra das
árvores que mim cobriam como um manto,
em suas raizes profunda.

Deitada na grama, dividindo o espaço
com as formigas e bois que pastavam bem perto,
contemplava a grandeza do céu azul
no seu resplendor.

Pacientemente, aguardava o sol diminuir
a sua força, para retornar ao divisor
da cerca de arame.

Enquanto, tirava as roupas estendida,
ouvia a voz de muitas águas mim chamando
pelo nome,
era o sinal para retornar
à casa do Pai.

Um comentário: