Tempos de outrora o mar ilibado estava,
impoluto, imponente.
Sua beleza impressiona agente.
Massa de água alimenta seres incomum, tocáveis.
O surfista desliza nas costas do mar aguado, onde suas
ondas jeitosa, empurram o menino que só quer brincar.
Sobre o manto que implode na incidência da luz, o vento
Sul sopra movimentando as águas forte, furta-cor.
O mar já não é mais o mesmo daquele tempo,
ameaçado está pelos esgotos e guetos da beira, enquanto
o aglomerado populacional petisca, os golfinhos e baleias já não
podem nadar em meio as borras por lá deixada.
No fundo do mar o ouriço tenta se defender,
no meio da poluição e na superfície o Jaó anuncia
que o mar esgarçado está.
O mar que salga também chora,
magoado vomita a sujeira deixada interiormente
pela modernidade.
terça-feira, 27 de abril de 2010
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