terça-feira, 27 de abril de 2010

Muriçoca

Cerelepe vestida de musselina ou de jeans turquesa,
aparece em busca do liquido leitoso,

vem de mansinho com um sapatinho de lãn,
zoar nos ouvidos de quem quer tirar um sono tranquilo
No escuro do quarto ou embaixo da mesa ela está.

Baila desdentada mais sabe morder,
sorridente, não se cansa de abusar,

aéreo invertebrado formado por cabeça tórax e abdomem,
exibe sua teima incansável em sulgar o que não lhe pertence
somente o repelente põe a muriçoca para correr.

Mais se não morrer, de fome ela não vai ficar,
e fica por ali mesmo enchendo o saco e o sapato
de tanto zoar.

Só não deixe dando sopa, vasos com água destampados,
senão ela vem de muda e mora no dengo e no tacho parado.

Muriçoca da dengue se mata na espora e no tato, higiene
fala auto, limpeza é fundamental, mantenha seu quintal,
longe de sujeira, é o dever de todo cidadão
e a muriçoca vai desaparecer sem você perceber.

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